O óbvio ululante, expressão que a Língua Portuguesa herdou do brilhante Nélson Rodrigues, se aplica naturalmente a alguns porques que anda vivendo o nosso Tigre. A coerência vai pelo ralo quando os agourentos de plantão exigem do time do Argel Fucks algo além de disposição, garra, correria e bola para o mato que o jogo é de Campeonato...
Gente, montou-se um time para a disputa a Série C do Brasileiro. Os senhores acham que a qualidade está na terceira divisão? Para a maioria dos times, qualidade é um vago pensamento. E olha que não se aplica tanto rigor assim para o Criciúma. Uma arte frequente em competições deste nível é, justamente, driblar as próprias dificuldades. É em nome de tal assertiva que a maioria luta, e quem se sobressai é aquele que conseguiu reunir um bocadinho a mais de futebol, de café no bule.
O nosso Criciúma está neste estágio, graças aos investimentos do presidente Antenor Angeloni, e da cega e desmedida confiança ao treinador e sua comissão. Não há momento para mudanças radicais, e convenhamos que o que temos é mais do que suficiente para sair logo desse semi-calabouço chamado Terceira Divisão. A Série B é o nosso lugar, e a coerência nos manda chegar, e ficar por lá. O passo deve ter o tamanho da perna, em nome da coerência! |